Sócio Torcedor do Flamengo tem que decolar

Milhões, milhões e mais milhões de torcedores. Descontando os que torcem  sem considerar colocar dinheiro nessa relação, por posição, falta de possibilidade ou qualquer outro motivo… Ainda assim sobram milhões, milhões e mais milhões de rubro-negros, apaixonados pelo Flamengo e espalhados, para desespero dos antis, por todas as partes do Brasil e do planeta. Em sendo assim, por que o nosso plano de Sócio Torcedor estacionou por ali pela casa dos cinquenta mil e não avança?
Um alívio e uma revolta. Alívio porque não sou o responsável por isso e não sou eu que tenho que resolver essa questão. Como já disse em outras oportunidades, cada um que carregue a sua cruz e a minha é de isopor. Sou Sócio Torcedor, vou a quase todos os jogos do Flamengo em território nacional e, entre um afazer e outro, escrevo esse monte de asneiras aqui no Boteco que é pra gente ir trocando uma ideia entre os jogos do Mais Querido. Faço a parte que escolhi fazer. Agora… Os Smurfs devem estar pagando alguém, ou até mesmo alguéns, pra cuidar desse treco. E caro.
oie_M1SWF4dCYekw sócio torcedor flamengo sócio-torcedor do flamengo
Esses cinquenta e sei lá quanto no qual estamos estacionados me faz lembrar uma outra conta que faço desde sempre com meu brother Alvarenga, amigo de arquibancada de longa data. Esse número veio variando e, se não me engano, começou na casa dos 5 em tempos idos e hoje está em 3. Nossa teoria é a de que se marcar um jogo do Flamengo 2 da manhã na madrugada de segunda pra terça, sem valer muita coisa e em dia de chuva, os “3000 que sempre vão” estarão lá marcando presença, podendo inclusive rolar lista nominal de confirmação nas roletas.
Claro que isso é só uma brincadeira, apesar de baseada em informações de quem tem muito tempo de experiência no assunto. O problema é que a analogia é inevitável. E se por acaso atingimos a marca dos “50.000 que sempre vão” estar vinculados ao Sócio Torcedor? Sabendo é claro que momentos de pico e correria por adesões sempre existirão, como ocorreu na reta final da Copa do Brasil 2013 e com a classificação para a Libertadores do ano seguinte.
Pergunto eu, do alto do confortável posto de quem não precisa ter a obrigação de ter a resposta certa: Pra aumentar E estabilizar isso, como faz? Com a palavra os nossos gênios do marketing, que do meu ponto de vista, enquanto não derem um jeito de resolver isso, estão mais pra jênios.
Camisa Socio-Torcedor ingresso flamengo
Eu acho… E posso estar falando besteira, mesmo porque uma a mais uma a menos não há de fazer diferença, que todo o problema reside na origem da coisa toda. Se falou nas muitas vantagens diretas de ser Sócio Torcedor como o atrativo maior para levar a Nação a aderir ao projeto. E todo problema é que na verdade, e os Chatos de Ano Eleitoral podem preparar suas pedras, não há muitas vantagens diretas. E isso do meu ponto de vista, que moro no Rio e vou a mais de 90% dos jogos no ano. E por favor… Dispenso listas de sabonetes e biscoitos com alguns centavos de desconto, e mais ainda os convites pra assistir jogo no telão da Gávea. Agora… Se eu acho isso, imagino o que não deve achar o heróico ST (salva de palmas) que reside em outros estados.

O mote desde o início deveria ser o AMOR. Algo na linha do… O Flamengo precisa de você e da sua colaboração para ficar mais e mais forte a cada ano. Em troca, você terá ALGUMAS vantagens, que serão cada vez maiores a medida que o número de associados for crescendo. Lembrando que a vantagem maior é aquela que iremos construir juntos sobre todos os nossos adversários. Algo nessa linha.
Sem contar que deveria haver algum segmento do Sócio Torcedor mais barato ainda e que fosse bem claro que seria só pelo amor MESMO. Já vi vários Off Rio comentando que topariam colaborar por um valor menor, já que sendo de fora eles pouco podem usufruir de descontos nos ingressos e prioridade na compra dos mesmos.
Bem… Sugestões todos nós temos. E você poderia, por gentileza,  depositar a sua aí nos comentários. O que o povo realmente (ou atualmente) responsável por isso deve fazer eu não sei. O que sei é que não faz o menor sentido o Flamengo não ser o líder absoluto desse treco no cenário nacional. Mal comparando com os “jênios” do nosso marketing,  já vi jogador sendo vaiado por muito menos. Era hora do Bandeira fazer na sala dos responsáveis a mesma coisa que o Ximenes fez com os jogadores no jogo contra o Cruzeiro no ano passado. Chutar a porta e dar uns berros… Ou então mandar alguém fazer isso.
oie_EhoYpmGYAJiq kit socio torcedor flamengo

CURTAS

DINHEIRO NO ENVELOPE. Em tempos idos li uma matéria que até hoje me impressiona e não sai da cabeça. Um relato de que volta e meia chegava na correspondência do clube envelopes vindos de longe, com uma ou duas notas de dinheiro (não lembro qual era o nome da nossa moeda na época) para ajudar o Flamengo. Vontade de ajudar há desde sempre. Vide a atual campanha dos DARFs.
KIT NA BANCA DE JORNAL. Apesar de não ter achado das soluções mais brilhantes no quesito fidelizar, pelo menos a iniciativa tem o mérito… De ter sido uma iniciativa. Alguém aí sabe os resultados alcançados?
DESBUROCRATIZAR. O atual plano Sócio Torcedor tem umas amarras que vêm sendo muito criticadas nas redes. Muitas envolvendo a necessidade de só poder usar com um cartão de crédito no nome do titular do plano. Eu, por exemplo, tivesse hoje meus 20 anos de idade, estaria barrado. Acredito que deve ter muita gente nessa situação.
PARA OS CHATOS DE ANO ELEITORAL.  Reitero mais uma vez que bato palmas de pé para o trabalho que vem sendo feito pelos Smurfs. O texto de hoje tem o objetivo de angariar ideias pro nosso plano de Sócio Torcedor sair da inércia. Criticar nem sempre marca posição contrária.
PARA A TURMA DO ZORRA TOTAL. Volta e meia tem um povo que reclama que o texto “não estava engraçado”. Hoje então essa turma vai querer me bater. Fato é que “fazer rir” não consta como item fundamental do meu contrato. O assunto de hoje é sério mesmo.
PARA OS ANTIS. Perdão pela falta de alfinetadas hoje. Sei que vocês gostam. Voltamos à programação normal no próximo post. Falando nisso… Quem vocês acham que leva o Euricão 2015?

Fonte: Falando de Flamengo

Mais informações »

Luxemburgo retoma treinos com desafio de dar cara definitiva ao time do Flamengo


Treino do Flamengo

O Flamengo se reapresenta amanhã no Ninho do Urubu e inicia a preparação visando a estreia no Brasileirão. O técnico Vanderlei Luxemburgo terá duas semanas cheias para esquematizar atividades com o objetivo de deixar o elenco no ponto físico e técnico ideal.
Um novo cronograma de atividades será aplicado ao grupo e alguns atletas terão atenção especial por conta do recente histórico de lesões e desgaste muscular. Entre eles, Everton, Paulinho e Eduardo da Silva.
Por outro lado, o treinador observará com seus auxiliares, Deivid e Jayme de Almeida, as formações táticas que poderão ser utilizadas desde a primeira partida do Nacional, contra o São Paulo.
O elenco teve o reforço de Almir e Armero na última semana, mas é improvável que a dupla comece a competição entre os titulares. O treinador deve começar os trabalhos mantendo a formação que elogiou na vitória sobre o Salgueiro-PE pela Copa do Brasil.
A dúvida é se ao longo do tempo Vanderlei manterá dois ou três volantes. Canteros, que se recupera de um problema no joelho, deve voltar ao time ao lado de Jonas e Márcio Araújo, ou de apenas um dois dois.
Na armação das jogadas, Arthur Maia ganhou espaço, mas concorre com Almir e até Everton, caso o treinador opte pelo atacante vindo de trás. No ataque, Alecsandro deve voltar ao posto de reserva com a formação ofensiva que prioriza a mudança de direção.
Voltarão aos poucos ao time o volante Cáceres, que se recupera de dores no quadril, e o zagueiro Samir e o atacante Nixon, há mais tempo no departamento médico.

Fonte: Extra Globo

Mais informações »

Mugni chegou no Fla para ser camisa 10. Mas foi de volante que ganhou Luxa



Lucas Mugni foi contratado pelo Flamengo para resolver um antigo problema no clube: carregar a camisa 10 e fazer a função tão carente desde a saída de Ronaldinho Gaúcho. O argentino, no entanto, falhou na missão. No ostracismo e com grande chances de deixar o Rubro-negro, o jogador mostrou nos treinamentos que tinha condição de ficar, mas jogando em outra posição.
Testado por Vanderlei Luxemburgo jogando um pouco mais recuado, o argentino se destacou nas atividades. Com boa qualidade de passe, ele passou a ser um falso armador. Além disso acumula a função de marcar, que tem sido necessário algum tempo de adaptação. Após algumas semanas, o argentino foi efetivado como volante e ganhou o treinador.
E a decisão de recuar Lucas Mugni teve interferência direta no futuro do argentino. O Atlético-PR, que foi concorrente do Flamengo na chegada do jogador, ainda gostaria de contar com o atleta e fez proposta. O Rubro-negro carioca estudava a situação, mas o bom rendimento do agora volante mudou o panorama.
Na vitória sobre o Salgueiro, Mugni entrou na vaga de Jonas e deu conta do recado jogando mais recuado. Vanderlei Luxemburgo ficou muito satisfeito com o que viu em campo, mas deixa claro que o jogador precisará de um 'intensivão' para se adequar ainda mais à nova função.
"Vou trabalhar o Mugni, ele não vai sair do Flamengo neste momento. Foi contratado como meia-esquerda, esqueceram que ele não é o 10. Não é o jogador de metida de bola, de desequilibrar, de mudar jogo... Agora, com a força física, a técnica que tem, o tamanho dele... Se vier de trás, organizar jogo, ver o que está acontecendo, não tenha dúvidas que vou trabalhar com ele. O torcedor não deve vê-lo mais como um 10, isso não existe. Será um segundo volante, no máximo um terceiro na linha de três. Ele gostou da ideia, já falei com o Jayme e o Deivid para fazerem um trabalho depois dos treinos de posicionamento", disse o treinador do Fla.
A personalidade de Mugni também foi decisiva para que Luxemburgo não desistisse do jogador. O argentino, por exemplo, recusou proposta de time do Oriente Médio com a justificativa de que não gostaria de sair do Flamengo deixando má impressão. Ex-camisa 10, o agora volante precisará mudar o panorama para agradara a exigente torcida Rubro-negra.

Fonte: GE

Mais informações »

Sem Montillo, Fla segue sem um camisa 10 na temporada.

A busca do Flamengo por um armador é antiga e deve se arrastar ainda mais com a desistência da negociação por Montillo. O argentino é desejo da diretoria há tempos, mas a política de austeridade do clube rema contra um investimento deste porte.
O Shandong Luneng, time chinês com o qual o meia tem vínculo, avisou que não libera o jogador sem compensação financeira. A multa poderia alcançar a casa dos R$ 10 milhões, quantia considerada alta demais pela agremiação carioca. As conversas, portanto, estão encerradas.
Em decisão liderada pelo vice-presidente de finanças, Rodrigo Tostes, o Flamengo estudou adquirir Montillo e revendê-lo após três anos de contrato para rever parte do dinheiro. Mas o alto valor do investimento inicial tornou a estratégia inviável.
Com o negócio interrompido, o elenco rubro-negro segue carente de um armador.
A expectativa é continuar as buscas no mercado europeu no meio do ano, mas a diretoria entende que a missão é difícil.

De qualquer forma, o posicionamento do clube deve tornar-se regra nos próximos anos, visto que o objetivo principal é reduzir as dívidas para só então montar times de ponta.

Fonte: ESPN 

Mais informações »

Desequilíbrio muscular é a causa das lesões de Paulinho, diz médico do Fla


Paulinho, lesão, Flamengo (Foto: ANDRÉ MOURÃO / AGÊNCIA ESTADO)
Um dos jogadores mais queridos pela torcida rubro-negra, Paulinho não tem conseguido emplacar uma sequência de jogos pelo Flamengo neste ano. Fez apenas seis partidas na temporada, todas entrando no segundo tempo. O atacante tem frequentado o departamento médico com assiduidade por conta de seguidas lesões. A primeira, a mais grave, ocorreu em setembro do ano passado, e ele precisou passar por uma cirurgia no ligamento cruzado anterior do joelho direito. Entregue à preparação física no começo de 2015, Paulinho foi tratado com calma pelo clube e só voltou a jogar no começo de março. Mesmo assim, voltou a sofrer com a parte física e já sentiu a coxa direita em duas oportunidades. 

Neste momento, o camisa 26 está tratando um edema grau 1 no músculo posterior da coxa direita. Médico do Fla, Márcio Tannure explicou que Paulinho perdeu massa na perna direita e teve um desequilíbrio muscular por conta da primeira lesão, fato que garantiu ser normal. E é essa a razão para os problemas em sequência.

- O que acontece com o Paulinho não é incomum se pegar o histórico dos atletas que vêm de cirurgia no cruzado. O cara que faz essa cirurgia perde muita massa, e cria-se um desequilíbrio muscular. Até que essa musculatura volte a estar equilibrada é comum que ocorram pequenas lesões. Ele particularmente está pior porque já não tinha muita musculatura, sofre mais ainda. Os jogadores que têm um equilíbrio muscular melhor sofrem menos com isso. Mas a grande maioria dos que fizeram cirurgia de cruzado tem esses casos no início.

Ainda segundo Tannure, o jogador ainda não tem previsão de volta. Tudo depende de como ele vai reagir ao tratamento. Além dele, o departamento médico do Flamengo conta apenas com Nixon atualmente. O atacante passou por cirurgia no tendão patelar do joelho esquerdo em março e se recupera no prazo esperado. Também não tem previsão de retorno.

Três jogadores foram entregues à preparação física nos últimos dias: Canteros se recuperou de um estiramento do ligamento colateral medial do joelho esquerdo e é o mais avançado para voltar a jogar; Cáceres melhorou de um problema no quadril; e Samir se livrou de uma lesão no músculo adutor da coxa direita.

O Flamengo está de folga até domingo, com exceção desses cinco atletas, que seguem treinando à parte ou no DM, e terá duas semanas para se preparar para o Campeonato Brasileiro. A primeira semana terá atividades no Ninho do Urubu, sendo que em três dias de forma integral, e depois o grupo viajará para uma intertemporada. O destino mais provável é Atibaia-SP. A estreia no Brasileirão está marcada para 10 de maio, às 16h (de Brasília), contra o São Paulo, no Morumbi.


Fonte: GE

Mais informações »

Bandeira de Mello diz que decisão de Fla-Flu amistoso pode sair em breve


Eduardo Bandeira de Mello Flamengo, coletiva, FERJ (Foto: Uanderson Fernandes / Ag. Estado)
A chamada “final moral” do Campeonato Carioca pelos torcedores de Flamengo e Fluminense pode estar próxima de acontecer. Após as eliminações das duas equipes e as polêmicas com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro, o presidente Eduardo Bandeira de Melo confirmou que o Fla-Flu amistoso poderá sair do campo das ideias e partir para dentro das quatro linhas nas próximas horas. 

- Nós estamos trabalhando nessa possibilidade. A ideia é que seja fora do Rio de Janeiro. Acho que nas próximas horas, no máximo até amanhã, a gente já deve ter uma novidade sobre a realização desse amistoso. 


Vale lembrar que para esse amistoso acontecer, Fla e Flu precisam do aval da FERJ e que a sua realização sem a permissão da Federação poderá acarretar em multa para as duas equipes. 
Ainda sobre a polêmica semifinal entre Flamengo e Vasco, o presidente vascaíno Eurico Miranda, deu declarações afirmando que “o respeito voltou” à São Januário após a classificação dos vascaínos para a final do Campeonato Carioca. Evitando entrar em polêmicas, Bandeira de Mello afirma que o Vasco precisa ser respeitado assim como qualquer outra equipe.
- Você tem que perguntar pra ele. Acho que o Vasco é um adversário tradicional que merece respeito. Tenho amigos torcedores do Vasco que eu sempre respeitei e sou respeitado. Acho que o respeito é uma via de mão dupla. O Vasco tem que ser respeitado assim como qualquer outro clube. 
Enquanto a decisão da realização do amistoso contra o Fluminense não sai, a equipe de Vanderlei Luxemburgo segue a sua preparação para a estreia do Campeonato Brasileiro, dia 10 de maio, contra o São Paulo, no Morumbi.
Fonte: GE

Mais informações »

Nos bastidores, Flamengo costura contratação de Petros, do Corinthians


Pensando também na composição do elenco, a diretoria do Flamengo está costurando a contratação de Petros, do Corinthians. O jogador, que atua tanto como volante como meia, é visto como uma peça primordial para o futuro do Rubro-Negro na temporada. Isso porque o técnico Vanderlei Luxemburgo entende que ele pode exercer três ou quatro funções no time e isso o facilitaria na montagem do novo esquema.
Em um primeiro momento, o Flamengo tentou o empréstimo de Petros, mas hoje cogita até mesmo comprar o jogador. O Corinthians, em julho do ano passado, gastou cerca de R$ 3 milhões para comprar 50% do jogador. A ideia inicial é pagar um pouco menos do que esse valor por ele nesta temporada.
Petros funciona como um terceiro homem de meio de campo no esquema idealizado por Luxemburgo. A ideia é que ele exerça função parecida com a que desempenhava Elias no esquema de Jayme de Almeida. Não como um volante tal qual Márcio Araújo e nem um meia como Everton.
Vale lembrar que o Rubro-Negro já tinha feito uma consulta por Petros no início do ano, mas a negociação não andou devido a problemas financeiros do clube carioca.

Fonte: Lancenet

Mais informações »

Fla desiste oficialmente de Montillo. Falta de grana pesou contra


Montillo durante o Campeonado da Ásia, no jogo entre Shandong Luneng x Kashiwa Reyso (Foto: AFP)
O namoro entre Montillo e o Flamengo não vai virar casamento. Isso porque o Rubro-Negro desistiu oficialmente da negociação com o meia argentino e irá em busca de outros nomes para suprir a carência de um camisa 10. A decisão de não contratar o jogador se baseou em um critério meramente financeiro, já que vendê-lo depois de três anos de contrato seria extremamente complicado. Assim, ele deve continuar no Shandon Luneng (CHI) até, pelo menos, o fim deste ano.
A decisão, tomada por um colegiado, foi capitaneada pelo vice-presidente de finanças, Rodrigo Tostes, deixou claro que seria muito difícil uma liberação gratuita de Montillo no momento atual. Assim, o Flamengo teria de pagar um valor (que poderia chegar a R$ 10 milhões) pelo atleta, o que não valeria a pena visto que dificilmente poderia negociar o argentino em 2018, quando acabaria o contrato dele com o Rubro-Negro.
Apesar da carência por um camisa 10 (que vem desde a saída de Ronaldinho Gaúcho, em 2012), a visão de Tostes foi unânime entre os membros do Conselho Diretor. Praticamente todos os membros (incluindo o presidente Eduardo Bandeira de Mello) foram a favor de não contratar Montillo. A ideia é conseguir um camisa 10 no mercado internacional do meio do ano, mas o clube sabe que não vai ser das tarefas mais fáceis.
A postura de Tostes mostra exatamente o que pensará o Flamengo até 2018. A atual diretoria entende que o clube precisa pagar pelo menos mais R$ 250 milhões em dívidas para se estabilizar financeiramente e, aí sim, montar um time de ponta. Até lá, a ideia é continuar com elencos de médio porte e torcendo para que eles encaixem para buscar títulos de maior expressão.
Fonte: Lancenet

Mais informações »

Vice diz que Fla já tem investidor para Maracanã: "Poderia assumir amanhã"

O Governo do Estado e a concessionária do Maracanã negociam um reequilíbrio do contrato de concessão, afetado diretamente pela decisão de não demolir o Célio de Barros e o Júlio de Lamare, que dariam lugar a um estacionamento e um shopping. O Flamengo acompanha de perto o caso e seu vice-presidente de finanças, Rodrigo Tostes, garante, em entrevista ao GloboEsporte.com: o clube já tem um investidor, poderia assumir a arena "no dia seguinte" e não pretende renovar o contrato - que vai até o fim de 2016 - para atuar no estádio nos termos atuais. O cartola afirma que o atual modelo de negócio do Maracanã não é viável, nem para a concessionária, nem para os clubes, e alega que falta, na gestão do estádio, "gente que entenda do negócio". O prazo estipulado para o clube saber o que vai fazer - se terá chance de administrar o Maracanã em algum momento ou terá de buscar estádio próprio - é o fim deste ano.

Há, porém, um grande obstáculo para as pretensões do clube a curto prazo. A concessionária também fará a obra olímpica no complexo, já demonstrou intenção de manter a concessão e a devolução imediata do Maracanã provocaria uma nova licitação, criando um alto risco de atraso nos trabalhos, tudo o que o governo quer evitar. O secretário estadual da Casa Civil, Leonardo Espíndola, já afirmou que pretende resolver a questão com a concessionária até maio.
A empresa entregou em fevereiro a sua proposta para equilibrar o contrato de concessão e ainda não houve uma resposta. Mas a preocupação do governo ficou nítida com a intervenção nos bastidores para que fosse solucionado pelo menos em parte, o impasse dos preços dos ingressos no Campeonato Carioca. Havia risco, com a briga, de o Maracanã ficar sem jogos do torneio, o que levaria a concessionária a ter prejuízo com o estádio parado e afetaria diretamente a conta para que a empresa permaneça até 2016 e conclua a obra para as Olimpíadas.

Apesar de assegurar não ter problemas em assumir a gestão do Maracanã sozinho, Tostes diz que o Flamengo não fecha portas para ter outros clubes ao seu lado. Ele defende também o fim da proibição da venda de bebidas alcoólicas nas arenas, o que alega trazer mais prejuízos do que benefícios para a segurança e, claro, para os cofres.

Confira a entrevista de Rodrigo Tostes ao GloboEsporte.com:

 O Flamengo nunca imaginou jogar com custos tão altos. A gente recebe a planilha, mas não sabe exatamente de onde vêm aqueles custos todos. O que digo e repito é: se houver interesse, de qualquer um dos entes, o Flamengo está pronto para pegar o Maracanã no dia seguinte. Poderia assumir amanhã.
Rodrigo Tostes, vice de finanças do Flamengo
GloboEsporte.com: Como fica essa questão do Maracanã, esse acordo? Não é só o Flamengo que reclama dos custos...

Rodrigo Tostes:
 O que vejo do Maracanã é o seguinte: todo mundo reclama. O Maracanã, o Fluminense, o Flamengo, então acho que tem de ser pensada uma nova estratégia. O consórcio tinha no seu plano de negócios um shopping, um estacionamento, fazer daquilo um complexo, hoje não conseguiu mais fazer, então reclama. O Flamengo nunca imaginou jogar com custos tão altos. A gente recebe a planilha, mas não sabe exatamente de onde vêm aqueles custos todos. Existe uma estrutura muito grande criada no entorno do Maracanã. Acho que não faz sentido o Maracanã voltar para o governo, que tem outras prioridades. O que digo e repito é o seguinte: se houver interesse, de qualquer um dos entes, o Flamengo está pronto para pegar o Maracanã no dia seguinte. Poderia assumir amanhã. O Flamengo já tem estratégia, estrutura para ter um investidor por trás, ser o administrador do estádio.

Sozinho?

Sozinho. Ou com outros parceiros que queiram entrar. Não foi possível fazer isso na outra licitação porque não foi permitido. A gente deu passos muito grandes e deu provas nesses últimos anos de que tem competência e, mais do que isso, um processo publicado mostrando que temos condição de administrar qualquer estádio do Brasil. Os modelos que vejo em todos os lugares não deram certo sem participação de clube. Você vender um Flamengo jogando no Maracanã por 30 anos, tem um apelo completamente diferente de contratos de curto prazo. Se for a casa do Flamengo, o potencial de receita que traz para quem estiver investindo com o Flamengo é muito maior. 
Ou seja, do jeito que está o Flamengo não tem interesse em um contrato mais longo?
De jeito nenhum. Mas nem... De jeito nenhum. Pelos custos que o Flamengo vê hoje no Maracanã... O Flamengo não acredita que o estádio seja viável, que alguém, com esse modelo que está hoje, vá investir nele. Agora, se houver uma nova tentativa de colocar os clubes como parte do negócio, buscar mais eficiência, o Maracanã é totalmente viável. Dizer que o Maracanã não é viável não é correto. O que falta ali é gente que entenda do negócio e que faça ali o modelo de negócio para aquilo que pode ser feito. Eu não posso colocar ingresso a R$ 20, R$ 30, botar um tapete vermelho e servir caviar. Isso não pode ser feito. Tem de ser discutida também a volta da venda de bebida alcoólica. É um perigo muito maior do que vender lá dentro, todo mundo entra faltando cinco minutos para o jogo, bebem lá fora, bebem rápido, bebem mais que o necessário, e isso é uma perda de receita cavalar para quem administra o estádio, 70% da receita de bar vem de bebida alcoólica, isso tem de ser repensado. Já pode na Fonte Nova, por que o Rio não está acompanhando isso? Essa discussão precisa ser feita.

Fonte:GE

Mais informações »

Opinião: O Flamengo ainda precisa de um jogador como o Robinho

O Flamengo hoje é um equipe composta por jogadores esforçados, que pelo seu suor honram a camisa rubro-negra, mas aquelas mesmas linhas vermelhas e pretas se acostumaram com suor de jogadores do porte de Petkovic, Gamarra, Adriano, isso sem falar, é claro, em Zico, Romário e tantas outras lendas que passaram pela Gávea.

Eliminado no Campeonato Carioca para o Vasco da Gama, o Flamengo demonstrou uma grande dificuldade para furar as defesas adversárias. Na reta final da competição ficou 270 minutos (3 jogos) sem balançar as redes, o que foi determinante não só para perder a Taça Guanabara na última rodada, como, principalmente, para deixar o Cariocão antes da final.

Na entrevista coletiva após o jogo de domingo (19), o treinador Vanderlei Luxemburgo afirmou que a equipe precisa de reforços. Isso é óbvio, sobretudo porque não se está falando de nomes para compôr elenco e sim de jogadores capazes de decidirem jogos a favor do Fla, como Robinho.

A situação do camisa 7 como o Santos é a seguinte: Robinho tem contrato com o Peixe até junho de 2015, depois deve retornar ao Milan, onde possui vinculo até julho de 2016. Com um salário de R$ 1,2 milhões por mês, o atacante é um nome fora da realidade de qualquer clube brasileiro, embora já tenha admitido o desejo de não voltar para a Itália. O Flamengo cogitou no início do ano oferecer-lhe uma remuneração de R$ 600 mensais, quase a metade do que recebe atualmente, mas isso não se concretizou.
Bem, diante de um possível e inevitável impasse de Robinho com o Alvinegro praiano, o Flamengo deve se mostrar como uma solução para recebê-lo. O Flamengo precisa disputar a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro com chances de ser campeão, coisa que não será possível com o elenco atual. Nem só de Marcelo Cirino será possível sonhar com voos maiores, mas se tiver um jogador como Robinho na equipe, a situação muda drasticamente.




Fonte:Torcedores.com

Mais informações »

Fla esteve perto de fechar com Alexandre Pato, mas negociação não vingou.

A nossa equipe do blog "Flamengo até morrer" apurou a informação que o atacante Alexandre Pato, de 25 anos, que pertence ao Corinthians e está emprestado ao São Paulo esteve perto de ir para o Flamengo, no entanto, o São Paulo só teria interesse em liberar o jogador, "abrindo mão" de seu empréstimo, caso o Flamengo abrisse mão do técnico Vanderlei Luxemburgo, o que foi prontamente negado pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Pato chegaria para assumir o ataque rubro negro, e se animou com uma ida ao clube carioca, assim como o próprio Corinthians, já que o jogador está insatisfeito com os 7 meses de salários atrasados que o Corinthians lhe deve, indo para o Flamengo, o salário seria dividido entre os três clubes, o que amenizaria o atraso Corinthiano.

No entanto, a diretoria rubro negra não desanimou, e busca um nome de igual impacto para reforçar o elenco, o narrador Luiz Penido, da rádio Globo também chegou a apurar a informação:


 
Matéria redigida pelo blog "Flamengo até morrer"

Mais informações »

RMP cobra reforços e questiona preparação do Flamengo.

Na vitória por 2 a 0 sobre o Salgueiro, o Flamengo conseguiu evitar o jogo de volta e avançou na Copa do Brasil, mas, uma vez mais, ficou claro que precisa de bons reforços se pretende sonhar com algo que preste no Brasileiro. Completo, o time rubro-negro é apenas razoável; desfalcado, muito fraco.
Pior: vários dos titulares do Fla andam quase sempre às voltas com problemas musculares, deixando no ar três hipóteses:
1) a preparação física está sendo bem feita?
2) não tem gente abusando na noite?
3) as duas primeiras alternativas somadas...
FINAL SEM CRAQUES
Botafogo e Vasco chegam à final do Carioquinha sem grandes times e sem astros de primeira grandeza. Se reunirmos os dois elencos, apenas Jefferson, goleiro do Botafogo, tem nível de seleção. O resto, no máximo, pode ser visto como bom jogador. Ambos, porém, tem uma virtude: são equipes taticamente bem armadas e extremamente briosas na luta por bons resultados.
Méritos para os técnicos René Simões e Doriva, que estão conseguindo tirar leite de pedra. Tomara que isso seja suficiente para que tenhamos dois grandes jogos na decisão. Coisa raríssima durante todo este triste campeonato do Rubinho, onde peladas deficitárias, em gramados horrorosos, diante de gatos pingados foram a tônica, tal como erros grosseiros de arbitragem, uma constante. Em suma: um horror.
MILAGRE
Como é que os dirigentes não remunerados dos esportes brasileiros conseguem ficar tão ricos? Ah, uma Lava-Jato na área... Urge mais do que qualquer Lei de Responsabilidade Fiscal.

Fonte: Renato Maurício Prado

Mais informações »

Alvo do Fla, volante Felipe Melo prioriza Inter de Milão, da Itália.

O volante Felipe Mello, 31 anos, hoje no Galatarasay, tem propostas para retornar ao futebol italiano.
Embora o contrato com os turcos vá até 2016, o volante que teve o nome especulado no Flamengo, fala em jogar na Inter de Milão...
Como se sabe, o volante da seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, teve boa passagem pelo futebol italiano entre 2008 e 2011.
Primeiro, defendendo a Fiorentina por uma temporada.

Depois, vestindo a camisa da Juventus por três anos.
 
Fonte: Gilmar Ferreira

Mais informações »

Figueirense contrata goleiro Felipe, ex-Flamengo e Corinthians.

Mesmo com a boa fase vivida por Alex, o Figueirense foi ao mercado em busca de um goleiro e contratou o experiente Felipe, dispensado pelo Flamengo no início da temporada. Após algumas semanas de negociação, o acordo foi selado na noite de quinta-feira (23), quando o atleta viajou até Florianópolis para acertar os últimos detalhes do contrato.
Felipe fica no clube do Estreito até o fim de dezembro deste ano e deve iniciar os treinamentos na próxima semana. O goleiro pode ficar à disposição do técnico Argel Fucks para os confrontos contra o Avaí pela segunda fase da Copa do Brasil.
Felipe não atua desde o dia 20 de julho de 2014, na derrota do Flamengo por 4 a 0 para o Internacional, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. O goleiro acabou perdendo espaço para Paulo Victor e na sequência passou a treinar em separado do elenco, até ser demitido em janeiro. O atleta vinha treinando individualmente no Rio de Janeiro.
O novo arqueiro alvinegro tem 31 anos e iniciou sua trajetória no futebol defendendo as cores do Vitória. Após passagens por Bragantino e Portuguesa, foi contratado pelo Corinthians em 2007 e ficou até 2010. Foram 193 jogos e três títulos: Série B, Campeonato Paulista e Copa do Brasil

Em 2010 pediu para sair e foi negociado com o Braga, mas ficou por pouco tempo em Portugal e retornou para acertar com o Flamengo. Defendeu o Rubro-negro em 188 partidas, sendo duas vezes campeão estadual e conquistando de novo a Copa do Brasil.
 
Fonte: Info Esporte

Mais informações »

Empresário de Douglas Coutinho vê Flamengo como possibilidade, mas clube nega interesse


Á procura de reforços para o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, o Flamengo surgiu nos últimos dias como opção para o atacante Douglas Coutinho, do Atlético-PR.
O jogador, comprado pelo mesmo grupo de investidores que colocou Marcelo Cirino na Gávea, terá seu futuro definido em breve e o clube carioca é opção caso a Europa não seja o destino.
O empresário do atleta, Taciano Pimenta, admitiu que a possibilidade de o Flamengo levar o jogador existe, mas o diretor Rodrigo Caetano disse que o clube não tem interesse.
— Há o interesse, mas tem outras possibilidades para a Europa. Desde que o Marcelo foi para lá, existe essa possibilidade. Ela ficou mais forte nos últimos dias, mas a tendência até agora é que ele vá para fora do país — explicou o agente, que se reúne com o Atlético-PR e os investidores para analisar o melhor caminho.
O Flamengo tem como foco a contratação de um meia e ainda precisaria desembolsar uma quantia para adquirir o atacate Douglas Coutinho, que teve 70% de seus direitos econômicos comprados pelo grupo de investidores por R$ 14 milhões, em dezembro. O Atlético-PR ficou com 15%, parte que seria repassada ao Flamengo.

Fonte: Extra Globo

Mais informações »

Com modelo de balanço do Real Madrid, Fla mira meio bilhão de receita


Rodrigo Tostes, vice de finanças do Flamengo (Foto: Ivan Raupp)
O Flamengo está longe de ter um balanço com números semelhantes ao do Real Madrid, mas o modelo do documento é adaptado do clube espanhol. Isso porque a empresa que faz a auditoria dos demonstrativos financeiros da atual gestão rubro-negra - e que constatou a dívida de R$ 750 milhões - é a mesma da equipe europeia. Se a fase não é boa o suficiente para trazer um Cristiano Ronaldo, não é mais tão ruim que o clube não possa projetar uma contratação de impacto ainda neste ano. De acordo com Rodrigo Tostes, vice-presidente de finanças, já foram pagos R$ 225 milhões em dívidas e, com o aumento de receitas (para 2015 estão previstos R$ 365 milhões brutos), há uma "reserva" para investir no futebol.


A relação com o modelo usado pelo clube espanhol surgiu do questionamento sobre a tabela que mostra todas as porcentagens que o clube possui sobre jogadores, um fato inusitado nos documentos contábeis das equipes brasileiras. 


- Vamos colocar sempre. Acho que ninguém faz isso. A gente tem uma consultoria da Ernst & Young, que copia basicamente um modelo de gestão lá de fora. Eles fazem o do Real Madrid. Nós estamos no mesmo formato de apresentação de balanço do Real Madrid. Eles dão consultoria para o Real Madrid e nos deram essa sugestão - explicou.



A meta, segundo Tostes, não é dívida zero. O clube busca, até 2018, ter uma dívida estabilizada em torno de R$ 200 milhões e alavancar as receitas para atingir R$ 500 milhões por ano nas próximas temporadas. Um dos fatores que pode ajudar é um aumento substancial no contrato de transmissão de jogos, que deve crescer cerca de R$ 100 milhões em 2016. Desta forma, diz o vice de finanças que será perfeitamente possível administrar o Fla com um "lucro absurdo".

Porcentagem jogadores Flamengo (Foto: Reprodução)

Quanto aos reforços, o nome que foi tentado no início da temporada está oficialmente descartado. Montillo não está mais nos planos do Flamengo, de acordo com Tostes. A dificuldade no acerto, alto custo e baixa probabilidade de retorno financeiro com uma futura venda do meia, que atua na China, minaram a contratação. E vender um atleta faz parte dos planos da diretoria para atingir o lucro esperado nessa temporada de R$ 105 milhões. Mas o vice de finanças, apesar do jovem zagueiro Samir ter recebido propostas recentemente, não citou nomes. Apenas ressalta que, se a oferta for boa, qualquer um pode ser negociado. 
Confira outros trechos da entrevista de Rodrigo Tostes ao GloboEsporte.com:


GloboEsporte.com: Qual a grande vitória do Flamengo nesse balanço?



Rodrigo Tostes: É demonstrar que está fazendo as coisas direito. Mostrar que estamos seguindo o que planejamos. Há dois anos e meio, quando assumimos o Flamengo, a ideia era colocar a casa em ordem nos primeiros dois anos. E nesses dois anos estamos mostrando que é possível. Agora, os próximos dois anos terão uma outra estratégia. 

A partir do momento que a casa está em ordem, o que a torcida pode esperar em termos de time? 


A gente não vai sair de um time que tinha R$ 750 milhões de dívida para virar o Barcelona, mas a perspectiva é, sim, nesse ano de 2015 e no próximo ter uma consolidação, para ter um crescimento maior em 2017 e 2018. Assim que foi pensado em termos de projeto. A cada ano a torcida pode esperar um time melhor, sim. Mas o passo mais difícil é esse agora. A torcida comprou a ideia de a gente efetivamente arrumar a casa, esse time de 2015 já é melhor, na minha opinião, do que 2013 e 2014 e a crescente vai acontecer. A torcida pode esperar, sim, um time muito melhor do que os anteriores.



É possível pensar em algo grande para este ano ainda?



É possível porque foi planejado dessa forma. O Wrobel (Alexandre Wrobel, vice de futebol) e o Caetano (Rodrigo Caetano, diretor executivo do futebol) têm um orçamento que foi planejado no final do ano passado, têm reserva para fazer investimento ainda, mas tem de ser pontual, não adianta mais trazer para compor elenco, tem de vir para ser titular. A gente está olhando isso, mas tem de ser feito com muita calma. Hoje, você contrata um atleta e tem dois ou três anos para manter esse atleta no clube, você não pode rescindir caso não haja uma performance dele. Tem de fazer esse investimento com muita consciência. É muito oneroso para o clube trazer um atleta e de repente não vingar. Você fica com esse passivo, vamos dizer assim, tendo de ser administrado. Então eles dois estão muito conscientes disso, sabem que o tiro tem de ser dado certo, mas para este ano pode ser esperado um investimento maior, sim.



No orçamento para o ano passado, o Flamengo projetou metas altas de bilheteria e sócio torcedor. Teve de ser feito um ajuste. Neste ano, a receita foi projetada já bem acima do ano passado, R$ 365 milhões, com mais ou menos a mesma estimativa de sócio-torcedor e bilheteria, sendo que o ano já começou com o estadual dessa maneira. Isso assusta? Tem impacto direto nesse investimento que você citou?



Na verdade, o campeonato estadual, os primeiros quatro meses do ano são um peso muito grande, ou seja, a gente não consegue motivar um aumento do sócio-torcedor, não consegue alavancar bilheteria, pelo contrário, porque os jogos são de baixíssimo interesse, de baixíssima qualidade, não tem um atrativo para levar o torcedor ao estádio. Fora isso tem o custo do Maracanã, que talvez seja o mais alto do Brasil entre esses estádios herdados da Copa, então esses primeiros quatro meses pesam muito. Esse aumento do sócio-torcedor é balizado em uma série de novas iniciativas que estão sendo testadas. Acredito que vamos conseguir cumprir o orçamento, ele é revisado a cada três meses. Como qualquer empresa, você projeta, mas vai fazendo revisões trimestrais e, caso haja um descompasso muito grande, a gente leva de novo para aprovação no conselho. O problema, hoje, são os primeiros quatro meses, em déficit, ou seja, você tem um terço do ano trabalhando em déficit. É muito pesado para um clube que quer dar o passo que a gente quer dar. Por isso a gente prega uma mudança nessa estrutura do Estadual.

O Flamengo projetou cerca de R$ 4 milhões de receita no estadual. Isso foi atingido?


Ainda não fechamos, mas acredito que seja bem menos do que isso. Se bobear, não vamos conseguir sequer a metade. No último jogo contra o Botafogo no Maracanã, com R$ 2 milhões de renda, ficamos com R$ 350 mil. Ou seja, tem um custo alto com elenco, leva o espectador, e fica com 15% da receita bruta do espetáculo. Não faz nenhum sentido. Hoje em dia, não faz nenhum sentido jogar o estadual. Deixar os jogadores treinando, talvez, financeiramente, valha mais a pena. 



De 2013 para 2014, o Flamengo perdeu R$ 8 milhões em bilheteria. Por quê?



Porque há um impacto da final da Copa do Brasil muito grande, e tem premiação também dentro desse valor de bilheteria. Essa foi a grande diferença, mostra quanto é importante um time estar disputando título. Em 2013, o Flamengo também jogou muito fora de casa. Em 2014, a gente tinha planejado jogar oito partidas fora, mas como o time estava na zona de rebaixamento, preferimos jogar em casa. E as finais da Copa do Brasil que conseguimos colocar R$ 2 milhões.



Qual é a dívida atual do Flamengo?



R$ 525 milhões, já reduziu R$ 225 milhões.

Projeção 2015 Flamengo (Foto: Reprodução)

Mas ao passo que há essa redução da dívida, são feitos empréstimos e adiantamentos de receita, mesmo além do atual mandato da diretoria. Como isso é balanceado?


Isso vem de uma lógica muito simples. Primeiro, voltar a ter credibilidade. Só tem crédito no mercado quem paga suas contas em dia. Então o primeiro passo foi renegociar todas as dívidas com os credores que a gente assumiu. Pegar tudo o que o Flamengo devia, colocar em um plano de longo prazo e encaixar aquilo dentro de um fluxo de caixa. Mas esse fluxo de caixa logicamente é projetado, precisa de novas receitas para pagar essas dívidas. No momento em que você começa a gerar essas receitas para ir pagando essas dívidas, começa a ver que está pagando valores que não deveria estar mais pagando, já que gerei novas receitas para pagar. Pego uma dívida que tem uma taxa de X% por uma dívida menor para aquele mesmo montante, mas só consigo ter essa sobra se tenho menos despesa ou mantenho a despesa equilibrada. O Flamengo só conseguiu pegar dinheiro na frente porque sobrou caixa na frente.

Essa não era uma prática bastante criticada em gestões anteriores de adiantar verbas fora do prazo do mandato?


Não, é completamente diferente. Adiantar receita para aumentar a despesa é uma coisa, para quitar dívidas com um custo mais barato é totalmente diferente. O que foi feito em administrações anteriores era adiantar receita para comprar um atleta, para fazer a compra do Romário, para aumentar a despesa. O que a gente fez foi pegar receitas para matar dívidas, ou seja, menos juros. Faz todo sentido você pegar um financiamento em um banco X para cobrir uma dívida no banco Y se o banco X te dá uma taxa melhor. É diferente de pegar e não cobrir a dívida. É igual ao camarada que tem uma dívida no cartão de crédito. Aí o cara renegocia, e em vez de pagar a dívida vai comprar um produto parcelado. Isso que era feito, se pegava empréstimo não para pagar dívida, mas para se endividar mais. O que a gente ofereceu como garantia foi justamente não se endividar mais, os números estão aí. O cara que te empresa quer saber se vai conseguir pagar. É a pergunta que todo mundo faz. Vai usar esse dinheiro para quê? Para pagar a minha dívida. No momento que pago a minha dívida, sobra mais dinheiro para te pagar. O cara empresta. Agora, se pega e fala o seguinte: vou comprar o Vágner Love, o Ronaldinho Gaúcho, mas vou vender 50 milhões de camisas e te dou esse negócio. Isso que era feito. Pegava dinheiro para investir numa despesa com potencial de receita que você não sabia qual era. Isso que gerou os R$ 750 milhões. Aí para de pagar imposto, essas coisas todas, vai gerando essa bola de neve. Ainda vejo isso no futebol, mas acho que o Flamengo não tem mais espaço para isso e não vamos deixar isso acontecer. Essa troca de uma dívida por outra, todo mundo faz isso em todos os lugares do mundo, só quem não quer entender o que isso representa fica jogando com essas palavras. 



É possível prever dívida zero?



A gente não busca isso, não busco dívida zero. Porque a dívida zero traria a necessidade de pagar todas as dívidas, teríamos de adiar muito esse objetivo de fortalecer o time, investir na base. O Flamengo hoje com uma receita de R$ 400 milhões por ano e uma dívida entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões alongada no tempo é absolutamente administrável com um lucro absurdo. Teria uma estabilidade muito grande. Não preciso necessariamente acabar com todas as dívidas, porque em um horizonte com R$ 400 milhões, R$ 500 milhões de receita, que a gente almeja daqui a algum tempo, não precisa de dívida zero, pode ser administrado com uma dívida controlada. O que você precisa? Previsibilidade. É a regra do jogo. Uma dívida que você saiba o que ela é e que esteja negociada, não que venha de uma hora para outra R$ 150 milhões de uma penhora. Isso aí acaba, isso sempre matou o Flamengo.



Em quanto tempo dá para atingir esse cenário ideal?



Acho que em seis anos. O nosso objetivo é chegar a uma receita de meio bilhão em 2017, 2018, e estar com uma dívida estabilizada na casa de R$ 200 milhões, o que é totalmente administrável ter uma receita de duas vezes e meia a sua dívida.



O clube projeta um lucro de R$ 105 milhões para 2015. Qual a principal diferença em relação a 2014, onde o lucro foi de R$ 64 milhões?



A principal diferença é um potencial de sócio-torcedor que a gente vê para o segundo semestre. A gente entende que isso possa fazer diferença. E também projeta alguma venda de atleta a mais do que foi no ano anterior. A gente tem algumas negociações em andamento, mas hoje não existe nada efetivado. Nossa esperança de aumento sempre é o sócio-torcedor e voltar a chegar numa final como aconteceu nos anos passado e retrasado, e o time também permitir que a gente jogue um pouco fora. Hoje em dia, jogar fora do Rio é essencial para o Flamengo. A diferença é muito grande.

Os jogos com o mando do Flamengo...


Isso acaba ficando sempre muito pesado, porque descobriram nossa fórmula e estão levando os jogos do Flamengo para fora e se apropriando da nossa... Por exemplo: o Santos leva o jogo contra o Flamengo para o Nordeste, aí se apropria da nossa torcida para vender o jogo para lá.

E o mandante fica com 100% da renda. É o melhor modelo para o Flamengo?


Não sei se esse é o melhor modelo. A gente é a maior torcida em todos os lugares. Com exceção de São Paulo e alguns outros lugares, a gente tem a maior torcida. Não sei se esse modelo é o ideal para a gente. Mas é um combinado que não sai caro. 



O Flamengo ainda não recebeu o dinheiro da venda do Hernane. Por que o valor consta no balanço?



Lógico que o Flamengo tem um crédito, e isso está registrado no balanço. São as regras contábeis. A questão da negociação está sendo capitaneada pelo futebol em conjunto com o departamento jurídico, que questiona o financeiro sobre as condições. E o nosso ponto é muito claro: qualquer negociação que venha a ser feita necessita de garantia bancária para a segunda parcela. O Flamengo não vai aceitar tirar a ação na Fifa contra o clube (Al Nassr), e vamos ganhar. Por isso o clube veio tentar negociar, mas qualquer negociação pressupõe uma garantia bancária de um banco internacional para as próximas parcelas. Isso ainda não está acordado, e o Flamengo não vai aceitar nenhuma negociação que não tenha essa condicionante.

Como o senhor avalia o desempenho do programa de sócio-torcedor?


O Flamengo precisa reinventar o programa sócio-torcedor e está trabalhando nisso. Criando um pacote novo de benefícios, estimulando os jogos fora. Agora, grande salto do sócio-torcedor, algo onde o Flamengo possa potencializar 100 mil, 150 mil, é quando tiver o estádio. Porque aí você ter um programa de venda de cadeira perpétua, carnê, colocar nome na cadeira, trabalhar aquele complexo. O cara tem desconto em todas as lojas dali... Você consegue ativar o sócio-torcedor: essa é a sua casa. E o cara paga por esse conforto. Uns pagam mais, ou menos, mas pagam. Mas, mesmo sem isso, acho que o Flamengo já deveria ter 80 mil sócios-torcedores hoje, um número justo. E temos 54 mil. Precisa trabalhar uma política melhor de benefício para o sócio-torcedor hoje: desconto em posto de gasolina, em lojas, em outros estabelecimentos. É uma estratégia em que estamos trabalhando.

Vocês mais do que dobraram os gastos com direitos federativos adquiridos de 2013 para 2014. Houve uma mudança de mentalidade?


É uma mudança de mentalidade até determinado ponto, porque o mercado também te impõe algumas restrições. O Flamengo se apropriou de atletas como o Canteros, que tem possibilidade de um mercado 100% mais à frente, ou seja, fazer disso um negócio. No caso do Montillo, que estávamos tentando, seria uma compra de 100%. A possibilidade de vender um atleta de 33, 34 anos ao fim do contrato é muito pequena. A gente já encerrou as negociações e não está mais trabalhando com essa possibilidade. Pelo menos essa é a informação que tenho do futebol. A não ser que algo mude. Mas num caso como esse, tem que desprezar isso. Vamos supor que você pague R$ 1 milhão pelo atleta e que o salário dele seja de R$ 100 mil por mês durante três anos. Esse R$ 1 milhão tem que ser incorporado ao salário dele. Você não está pagando só R$ 100 mil a ele, mas também esse milhão dividido pelo número de meses. Não tem possibilidade de vender aquele atleta. Mas essa é uma situação. Qual a nossa intenção? É comprar 100% atletas entre 19 e 24 anos que tenham possibilidade de revenda ainda. Sem dúvida é uma mudança de mentalidade.



Em relação ao Marcelo Cirino, acha que ele será vendido antes de 2017?



É muito difícil imaginar qualquer coisa. A gente só torce para que a performance dele melhore cada vez mais. Mas é muito difícil prever. Acho que hoje tem uma mudança de mentalidade no Flamengo. Se a gente tiver a oportunidade, e o Flamengo avaliá-la como boa, o clube vai fazer negócio. Com esse ou qualquer outro atleta. É dessa forma que o mercado sobrevive. A gente não fecha a porta para nenhuma proposta. Agora, tem que ser feita uma avaliação do momento. Fazer isso às vésperas de uma final de campeonato não é uma coisa muito inteligente. Mas, se vier uma boa proposta, o Flamengo vai analisar. Posso te garantir: se for boa proposta, o Flamengo vai vender.

Fonte: GE

Mais informações »